O desafio

O “Um Ano Sem Tralha” nasceu de uma constatação simples e um pouco constrangedora: minha fatura do cartão estava mais criativa do que eu.

Parcelamentos de coisas que eu comprei, esqueci e, em alguns casos, nem lembro exatamente o que são.

A proposta deste projeto é passar 365 dias tentando não comprar coisas que eu não preciso, para suprir algo que eu nem sei muito bem o que é.
Registrar impulsos, observar decisões, rir das justificativas internas e, com sorte, aprender a escolher melhor no processo.

Não se trata de minimalismo radical, privação extrema ou promessas heroicas.
Trata-se de consciência possível, escolhas melhores e uma tentativa honesta de viver com menos impulso e mais intenção.

Regras básicas

Para que essa experiência seja minimamente viável (e eu continue emocionalmente estável), estabeleci algumas regras simples:

– não comprar mais cursos que eu provavelmente nunca vou abrir.
– não comprar roupas, salvo emergências ou frio.
– não comprar cacarecos “funcionais e bonitinhos”.
– não parcelar mais nada, exceto despesas dos meus animais, porque prioridades, né?
– só comprar o que for indispensável ou reposição do que que quebrou.

Criei também um teto de R$ 200 por mês para “lista de desejos” (compartilharei) e que, por enquanto, já estão totalmente consumidos pelas parcelinhas antigas.
Liberação prevista: abril/26. Mantenho vocês informados.

Vou registrar aqui todos os dias em que eu comprar algo.
E, com mais esperança ainda, os dias em que eu não comprar.

Quando eu errar — porque eu certamente vou errar — este blog também terá o seu inevitável “cantinho da vergonha”.

Se ao longo desse ano eu conseguir comprar com mais calma, pensar com mais carinho e abrir a fatura com menos sofrimento… este projeto já terá sido um enorme sucesso.

Eu sou a Milena,

Trabalho há muitos anos com decisões e números e sigo aprendiz quando o assunto é escutar a própria mente.
Criei este blog para tentar fazer com meu dinheiro pessoal o mesmo que faço bem no trabalho: escolher melhor.

Com menos impulso, mais intenção e, se possível, menos parcelamentos.

Não prometo postar, mas vai que…