E, honestamente, ele nasceu por um motivo bem simples: minha fatura do cartão anda mais confusa do que meus pensamentos.
Tenho parcelamentos de coisas que eu comprei, esqueci e, em muitos casos, nem lembro exatamente o que são.
Um dos choques mensais é olhar a fatura e pensar: “o que exatamente é esse 12x de R$ 39,99?”.
Porque na hora da compra a mente sempre ajuda:
“Mas Milena, são só 12x de 39… teu salário paga isso aí.”
O detalhe curioso é que vários “isso aí” juntos resolvem se encontrar no dia 01 de cada mês.
E, de repente, eu nem quero mais abrir o aplicativo do banco.
Com a chegada de 2026 (já com alguns dias de atraso, confesso) e aquelas resoluções clássicas de ano novo que todo mundo faz — você também, tenho certeza — combinei comigo mesma que esse ano seria diferente.
Menos impulso, mais consciência.
Menos carrinho, mais paz.
Assim nasceu o desafio:
Um Ano Sem Tralha.
365 dias sem comprar coisas que eu não preciso para suprir algo que eu nem sei exatamente o que é.
A ideia não é original. Inclusive, é assumidamente inspirada.
Em 2011 acompanhei o blog da Joanna Moura, “Um Ano Sem Zara”, e agora, anos depois, um post aleatório no Instagram me levou de volta até ela.
Descobri que ela tinha lançado um livro, comprei (ironia fina) e devorei em dois dias.
Aquilo me deixou com uma sensação muito clara: talvez seja hora de começar a minha própria jornada.
E cá estou.
Criei algumas regras básicas para sobreviver a esse desafio, que explico melhor na página “Sobre o projeto”.
Bem-vindos ao meu laboratório emocional-financeiro.
Prometo tentar ser honesta.
E, se possível, um pouco engraçada no processo.

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